Mirelle Pinheiro

Foto colorida de policial federal de colete. PF investiga corrupção em rodovias. Metrópoles
Foto colorida de policial federal de colete. PF investiga corrupção em rodovias. Metrópoles · Imagem: Divulgação/PF

Os alvos são investigados por obstruir apurações no âmbito da Operação Check-in, deflagrada em junho, que mira a Prefeitura do Recife (PE)

Suspeitos de destruir provas sobre corrupção em prefeitura são alvos da PF
Suspeitos de destruir provas sobre corrupção em prefeitura são alvos da PF · Imagem: Source: www.metropoles.com

Giovanna Sfalsin

21/10/2026 16:14

Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (21/10), a Operação Check-out para investigar suspeitos de destruir provas e obstruir as investigações da Operação Check-in, deflagrada em junho, que apura um esquema de corrupção de servidores públicos, desvio de recursos e fraudes em contratos da Prefeitura do Recife (PE).

Durante a ação desta quarta, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nos municípios pernambucanos do Recife e de Ipojuca.

Um dos suspeitos, no entanto, não foi localizado. Segundo a PF, as diligências continuam para encontrá-lo e cumprir a ordem judicial.

Operação Check-in

A Operação Check-in foi deflagrada pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em corrupção de servidores públicos, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações e contratos firmados com a Prefeitura do Recife.

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Na primeira fase, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão no Recife, em Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão dos Guararapes.

Segundo a corporação, a investigação começou após a apreensão de canhotos de cheques durante outra operação, denominada Firenze. O material apontou indícios de pagamento de vantagem indevida a um agente público do alto escalão da Prefeitura do Recife por uma empresa contratada pelo município. O nome e o cargo do servidor não foram divulgados à época.

As suspeitas envolvem contratos de terceirização de mão de obra em 2020. Naquele ano, a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da prefeitura, dos quais aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais.