Experimentos avaliaram a resistência da dobradiça e da tela do primeiro iPhone dobrável da Apple; vinco ficou mais evidente após movimentos repetitivos

O iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, passou por testes extremos de resistência que envolveram mais de 32 mil movimentos de abertura e fechamento. Os experimentos, realizados pela jornalista Joanna Stern e pelo youtuber Tim Pan, avaliaram a resistência da dobradiça e da tela do smartphone. Embora o mecanismo de abertura tenha resistido aos procedimentos, o vinco na parte central do display ficou mais evidente em um dos testes.

As vendas do iPhone Duo começaram nesta sexta-feira (23) em todo o mundo. A expectativa de pôr as mãos no primeiro smartphone dobrável da Apple levou pessoas a acampar nas lojas da gigante de Cupertino com até 48 horas de antecedência. Com estoques esgotados na pré-venda, o celular foi bem recebido pela imprensa especializada nas primeiras análises, que elogiaram a versatilidade da tela e a autonomia de bateria, mas criticaram o peso elevado e a falta de otimização dos aplicativos.

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iPhone Duo resiste a mais de 32 mil dobras em teste automatizado — Foto: Reprodução/Joanna Stern

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iPhone Duo resiste a mais de 32 mil dobras em teste automatizado

A jornalista Joanna Stern utilizou uma máquina desenvolvida com a ajuda do especialista em hardware Aron Cohen para abrir e fechar o iPhone Duo automaticamente. Batizado de Hingey, o equipamento utiliza um servomotor e peças produzidas em impressora 3D para movimentar o smartphone repetidamente, com ajustes de velocidade e ângulo das dobras.
Durante quatro noites, o aparelho foi submetido a oito horas de movimentos contínuos, com uma média de 17 dobras por minuto. Ao final do experimento, foram contabilizados 32.640 ciclos de abertura e fechamento. Para verificar possíveis alterações na dobradiça, Stern e Cohen utilizaram um medidor de força calibrado, comparando a resistência do mecanismo antes e depois do procedimento.
O resultado mostrou que a dobradiça ficou ligeiramente mais rígida após o experimento. Na prática, porém, Stern afirmou que não percebeu diferenças significativas ao abrir e fechar o smartphone. O teste foi realizado com uma capa protetora e, embora o aparelho fosse completamente aberto pela máquina, não chegava a ser totalmente fechado em cada movimento. A jornalista também não avaliou possíveis alterações no vinco da tela.
Teste de 10 mil dobras revela mudanças no vinco da tela
O youtuber Tim Pan, do canal MediaStorm, também colocou o iPhone Duo à prova, mas concentrou parte da análise no comportamento da tela dobrável. Inicialmente, ele realizou 500 movimentos manuais de abertura e fechamento e identificou uma alteração no vinco localizado na região central do display. A mudança, entretanto, era pouco perceptível durante o uso normal do smartphone.
Na etapa seguinte, Pan utilizou uma máquina para submeter o aparelho a mais de 10 mil dobras consecutivas em temperatura ambiente. Depois, o dispositivo passou por outras mil aberturas e fechamentos dentro de um congelador, a aproximadamente -20 °C.
Mesmo após os procedimentos, a dobradiça continuou funcionando suavemente, sem alterações perceptíveis em seu mecanismo. Após os testes automatizados, o vinco ficou mais evidente em comparação com sua aparência inicial, embora não tenha comprometido o funcionamento da tela.
Pan também avaliou a resistência estrutural do iPhone Duo, aplicando força no sentido contrário ao movimento normal de fechamento. O equipamento registrou 37,8 quilogramas-força, o equivalente a aproximadamente 371 newtons. Diferentemente dos experimentos anteriores, esse procedimento buscou medir a resistência do conjunto a uma pressão anormal, e não o desgaste provocado pelo uso repetitivo.
Teste de 10 mil dobras revela mudanças no vinco da tela — Foto: Reprodução/Tim Pan
O que os testes revelam sobre a durabilidade do iPhone Duo?
Embora os resultados sejam positivos para a dobradiça, os experimentos não permitem determinar quanto tempo o iPhone Duo resistirá ao uso cotidiano. Os procedimentos foram realizados com unidades específicas do smartphone e em condições controladas, sem reproduzir todos os fatores que podem afetar sua durabilidade, como poeira, impactos e pressão sobre a tela.
Como referência, a Samsung Display anunciou em 2025 que o painel dobrável utilizado no Galaxy Z Fold 7 resistiu a 500 mil dobras em testes de laboratório. Segundo a fabricante, essa quantidade equivale a mais de dez anos de utilização para quem abre e fecha o smartphone cerca de 100 vezes por dia. Os resultados, entretanto, não são diretamente comparáveis, pois os procedimentos e critérios de avaliação são diferentes.
Com informações de Tech Yahoo e MacRumors
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