A Casa dos Engenheiros da Rede Ferroviária Federal, popularmente conhecido como Casarão da RFFSA, é um edifício centenário localizado na área central de Itaúna, próximo à linha férrea que corta a cidade. O prédio foi construído, no início do século XX para abrigar funcionários da RFFSA que trabalhavam na expansão da via na região, e, posteriormente, na manutenção da mesma. É patrimônio municipal tombado desde 2001.

Histórico Mesmo após a emancipação do município de Itaúna, em 1901, a cidade ainda era isolada do resto do estado, vista as dificuldades de acesso. Fora apenas em 1909 que iniciou-se a construção da linha ferroviária que ligava Belo Horizonte à porção ocidental de Minas Gerais, projeto esse que recebeu o nome de Estrada de Ferro do Oeste Mineiro e que cortava Itaúna. O primeiro trem chegou em 1910 e a estação foi concluída sete anos depois. Nesse meio tempo, devido à expansão do trajeto, a Rede Mineira de Viação, posteriormente incorporada pela RFFSA, que havia recebido do Governo Federal a responsabilidade dessa obra, instalou-se em Itaúna, em casa localizada na (atual) Rua Dona Cota 813, a poucos metros de distância da estação. A residência funcionava, principalmente, como base de operações para a companhia, ocupando-a o engenheiro responsável pela linha, sendo o primeiro deles, e construtor da casa, Abrahão Leite. No entanto, a partir dos anos 1960, a ferrovia perdera seu grau de importância, preterida em favor da malha ferroviária. Por isso, prédios como o próprio Casarão da RFFSA passaram a ser desocupados gradativamente. A construção passou a ser patrimônio do DNIT, somente passando para o controle do Município em 2021. Apesar disso, durante a década de 1990, a Prefeitura realizou, por conta própria, restaurações na casa, e, em 1998, o prédio foi tombado pelo Conselho Deliberativo Cultural como patrimônio histórico, algo que somente fora concretizado três anos depois.

Arquitetura Foi projetada no estilo eclético, elaborado para época, e com fortes influências dos ideais republicanos. Também é inspirada por modelos franceses e italianos da época. A casa tem o formato de letra "C". Apesar de ter dois níveis, possui apenas um andar residencial, elevado em relação à rua, com a base da casa compondo um porão. As paredes são de alvenaria e rebocadas com argamassa. Na escadaria frontal, os corrimãos são de madeira, ornados com detalhes em ferro. A fachada é composta por um alpendre coberto, e ambas as janelas em direção à fachada contém jardineiras e decoração em forma de arco. O telhado tem telhas francesas e águas independentes. O assoalho é de madeira em toda a casa, exceto nas áreas molhadas, em que foi substituído por azulejos. Fica situada no meio do lote, com o restante sendo composto por um jardim.

Ver Também Itaúna Rede Ferroviária Federal Estrada de Ferro Oeste de Minas Santanense (Itaúna) Casarão do Doutor Augusto Gonçalves de Souza Moreira

Referências